quarta-feira, 4 de junho de 2014

A volta





Pai estou tão cansado
Não sei como vim parar aqui
Tão longe de Ti, tão longe de casa
Oh Pai quando foi que me esqueci
De tudo que Tu me ensinou
De todos os milagres
De tantas e tantas vezes que Tu me honrou
E em todas eu não merecia


Está tão frio aqui
E não tem o teu calor para me aquecer
A comida que parecia tão saborosa
Se transformou em bolotas dos porcos
Neguei o teu nome
E tudo o que te prometi



Achei que eu era grande
E não precisava de Ti
Me embriaguei com o veneno do mundo
E zombei do teu nome
Gastei tudo que eu tinha
Até não ter mais nada


E agora que estou aqui
Sem glorias, sem valor
Ninguém me vê
Como se eu fosse um leproso
E minha presença enoja a quem olha


E quem eu tenho agora?
A quem eu posso recorrer, senão a Ti
Oh Pai não sou digno da tua casa
Não consigo olhar em teus olhos
O que dizer?
Como pedir perdão, se eu mesmo me condeno?
Sou culpado Pai
Perdoa-me


Preciso de Ti
Preciso do teu conselho Pai
Ouvir tua voz, acalmar meu coração
Eu não sou nada sem Ti
Tu és meu Sol, a Água que me mantém
Eu tenho sede de Ti 


Pai assim como tu atendeste teu filho Sansão
Eu te peço me dê a força mais uma vez
Me ajuda a derrotar meus inimigos
Eu sei que não mereço
Mas acho que posso fazer diferente
E te honrar antes do fim


Pai me ajuda acreditar
Que ainda tenho redenção
E quem sou um homem bom
Não aquele que eu vejo no espelho
Mas aquele que Tu sempre viu
Desde o dia em que me pegou em seus braços
E disse: Tu és meu filho amado!



Agora feche os olhos e ouça essa canção: 




E essa: